A influência das cores e dos elementos em nosso lar


Texto escrito por Gabriela Dall' Agnol


O estímulo visual é um dos sentidos mais complexos do corpo humano. A cor está presente em absolutamente tudo, desde que o mundo é mundo.


Olhamos para o céu e observamos a cor das nuvens para saber se vai chover, se um fruto está maduro para consumo ou não, além de, inconscientemente comunicarmos nosso estado interno, pelas cores em nossa vestimenta e muitas vezes, também transbordando para o ambiente físico.


Algumas pessoas quando estão passando por uma transformação ou por alguma perda, sentem vontade de utilizar apenas roupas na cor preta ou vontade de pintar o dormitório de preto. Uma mensagem inconsciente e uma vontade de voltar-se para a sua caverna interior, para a interioridade de si, como antigamente o homem primitivo fazia, buscando refúgio nas cavernas.


Nosso externo, nosso lar, é reflexo de nosso interno.

Logo, se eu transbordo o que sinto para as paredes do meu lar, a decoração que aplico em minha casa possui real impacto sobre mim. Se eu sei equilibrar as cores no meu lar, em meu ambiente externo, essa ação possui o poder de me equilibrar e beneficiar. Ser efetivo dentro daquilo que espero sentir no espaço. (tranquilidade, felicidade, concentração, etc.)


Agora, quando observarmos as casas modernas de hoje, as cores que estão em alta e o que é dito como tendência, dificilmente podem ser vistas como cores energeticamente positivas. Um ambiente monocromático, com variações de cinza ou bege, que não existe equilíbrio com outras cores, nos inclina para a melancolia e a apatia a vida.


O cinza, por exemplo, é uma cor sem vitalidade e em excesso, pode agravar sentimentos como o desânimo e o estado depressivo. Muitas vezes, o indivíduo que está inserido neste ambiente, se sente triste e apático, sem saber o porquê.


Importante ressaltar que nunca analisamos a cor isoladamente e sim, dentro de um contexto: as formas, texturas, predominância da tonalidade.. Tudo em nosso ambiente físico nos influencia.

Em conjunto com as paletas sóbrias, percebemos também a utilização em grande escala dos materiais plásticos e sintéticos; plantas de plástico, porcelanato que imita madeira, deixamos todos os elementos naturais de lado e damos prioridade ao “prático e barato”. Porém, há um perigo por trás dessa utilização excessiva de plástico que é o: afastamento da realidade e nossa sensibilidade com a beleza.


Queremos uma planta plástica para que não nos de trabalho, uma mesa com utensílios descartáveis para poupar tempo, tecidos sintéticos, onde aos olhos, em um primeiro momento aparenta ser belo, porém, quando experimentado pela sensação do toque, pelo tato, nosso principal sentido para explorar o mundo, percebemos que é desagradável e não corresponde ao que aparenta ser.


Nós, enquanto humanos, buscamos pelo belo e ordenado, pelas proporções, geometrias e fractais.

Um detalhe, um ambiente belo, nos alimenta a alma, nos inspira. A desestabilização da beleza começa com algo pequeno, e aos poucos, vai fazendo com que percamos o referencial. Não precisamos nos tornar neuróticos com ambientes monocromáticos ou não ter absolutamente nada de plástico em casa, mas sim que estejamos conscientes para não nos deixar levar conforme a massa.


A atenção aos detalhes importa. A beleza importa.

Nos aproxima do Divino e da compaixão ao próximo. Cuidar do nosso lar, dos detalhes, para servir aos outros, a nossa família. A nossa casa é a base principal para nosso desenvolvimento interno e externo como humanidade, por isso a importância de estarmos atentos ao que escolhemos trazer para nosso lar.


“O lar é o coração do organismo social. Em casa começa nossa missão no mundo. Entre as paredes do tempo familiar preparamo-nos para a vida com todos; Seremos lá fora o prosseguimento daquilo que já somos na intimidade de nós mesmos” Chico Xavier.


Texto escrito por Gabriela Dall' Agnol

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